Origem do Candomblé

Boa tarde! Hoje vou escrever um pouco sobre as origens da Religião de Candomblé.
Boa leitura e que Pai Oxalá ilumine nossas mentes.

O Candomblé é sim uma religião criada através da miscigenação de culturas e crenças.
A origem do culto ao Orixá está na África.
Com o vinda dos negros para o Brasil, no período colonial, trouxeram consigo seus costumes e crenças, não esqueceram de nada, simplesmente traziam enraizado em seus corpos, mente e espírito o desejo e a fé do culto ao Orixá, já que não tiveram a permissão dos brancos que chegavam e dilaceram famílias e dizimavam comunidades inteiras, guardaram na lembrança a força e o axé bem vivo dentro de si.
O marco inicial do Candomblé foi com certeza na Bahia e em Pernambuco, onde os grandes coronéis instalaram suas fazendas com uma grande massa de negros para servi-los.
A cultura negra resistiu por muito tempo, porque os brancos olhavam para as danças e batuques e achavam ser apenas uma diversão para os negros, assim criou-se essa resistência, unindo forcas a cada dia, e até hoje o Candomblé ainda é tido com resistência da cultura negra ou afro descendente.

A população de negros no Brasil foi crescendo e se espalhando por todo o território. Quase toda a população escrava era de Angola. Quando os nagôs chegaram ao Brasil, já se iam um século e em que os negros estavam sendo impostos e que os senhores de terras tentavam a todo custo acabar com as tribos africanas, costumes, crenças e sua língua nacional.

Para os negros adeptos do culto aos Orixás foi muito difícil instalar seus costumes religiosos na Bahia, pois a igreja católica resistia em tudo com relação ao negro, inclusive proibia o uso de seus nomes e batizava-os com nomes derivados da igreja, de santos católicos. Mesmo com toda essa resistência, cada vez mais desembarcavam na Bahia negros adeptos do culto aos Orixás.

Por volta do ano de 1830 três negras conseguiram fundar, na Bahia, um templo religioso de origem afro, para cultuar seus Orixás, ficando conhecido como Ilê Yá Nassó, casa de Mãe Nassó (Nassó seria um título de rainha de uma cidade da Costa da África).
Yá Nassó seria a primeira a resistir aos costumes impostos pelo catolicismo.
Do Ilê Yá Nassó se originaram mais duas outras casas que sobrevivem e dão origem ao Candomblé até hoje, o Engenho Velho ou Casa Branca e o Gantóis, que teve como dirigente a ilustre Mãe Menininha do Gantóis, que faleceu em 1986.
O Candomblé se difundiu e diversificou muito, enquanto isso os nagôs iam se afirmando e espalhando por toda a Bahia e mais tarde pelo resto do território brasileiro. Primeiro entre os escravos e depois entre os povos.
Hoje o Candomblé se divide em quatro vertentes ou nações: Kêto (povo nagô), Jêje (povo nagô, obedeciam a outra cultura), Angola-Congo (povo bantu, junção de religiões já existentes, abrasileirado) e o Candomblé de Caboclo que é uma mistura dos cultos umbandistas, cultua os caboclos.

O Candomblé tem como seu principal fundamento o culto aos Orixás, que são Forças vivas através de pontos da natureza: Terra, Fogo, Água e Ar.
A manifestação das forças vindas da natureza se dá através da incorporação dessa mesma força. Cada Orixá tem seus respectivos fundamentos e formas de culto e manifestação, tem suas cores própria e segredos que são revelados aos seus filhos de axé, que são escolhidos pelo Orixá para se transformar em um canal de comunicação através da incorporação do Orixá entre o Orum (Céu) e o Ayê (Terra).

O Candomblé é uma religião como qualquer outra, mas tem suas particularidades, seus rituais, suas formas, a leitura de búzios (primeiro contato com o Orixá), a preparação do alimento para os Orixás ou entidades, até mesmo, a demorada e cheia de segredos iniciação de um filho de Orixá, é isso e muito mais que fazem do Candomblé uma religião cheia de culturas, formas e ritos e tão admirada por muitos. É através de todos esses ritos que o Candomblé religa o ser humano as forças Divinas, que harmoniza e equilibra o mais íntimo do ser humano.


Aqui deixo aos leitores nomes de de filmes e documentários ligados ao Candomblé, encontrados na internet:
O Amuleto de Ogum
Besouro
Bahia de todos os Santos
Quilombo
Cidade das Mulheres

Kolofé Olorum a todos!

Yemanjá, Senhora das Águas.

Bom dia.

Que nossa Grande Mãe Yemanjá abençoe a todos.

Vou falar um pouco sobre esse grande Orisá, Yemanjá, senhora dos mares, deusa das águas.

Yemonjá - significa mãe cujos filhos são peixes.

Yemanjá é a grande mãe dos Orisás, cultuada e louvada por negros e brancos. Na África Yemanjá é tida com Deusa das águas doces, rios e até mesmo cachoeiras. No Brasil Ela é Senhora dos oceanos, das águas salgadas.

Yemanjá é muito cultuada dentro dos Candomblés, Umbanda, Culto a Ifá e outros. 
Cada região no Brasil tem datas diferentes para louvar esse grande Orisá. No Rio de Janeiro é cultuada nas praias junto as festividades de passagem de ano, 31 de Dezembro, em São Paulo, na Bahia, berço do Candomblé é cultuada em 2 de Fevereiro, por conta do sincretismo religioso com Nossa Senhora dos Navegantes, no Ceará dia 15 de Agosto, sincretizada com Nossa Senhora de Assunção. Recebe muitas flores e presentes dos filhos, adeptos e até seguidores de outras religiões participam das procissões e caminhadas para Yemanjá, levando pedidos e oferendas para Senhora de todas as cabeças, como também é conhecida.

Uma das muitas lendas de Yemanjá:

Yemanjá era filha do Deus do Mar, Olokun. Tornou-se esposa de Olofin-Oduduá, na cidade de Ifé, África, com quem teve dez filhos. Cansada de morar em Ifé, fugiu em direção do sol, como dizem os Yorubás, ao oeste. Ao chegar na cidade de Abeokutá, conheceu o Rei Okerê, se apaixonaram a primeira vista. O rei encantou-se logo com a beleza de Yemanjá, propondo-lhe casamento. Casaram-se de imediato.
Certo dia o Rei embriagado, começou a falar sobre os enormes seios da esposa, Yemanjá ofendida novamente fugiu. Como o Rei a amava, pediu para que seus guerreiros fossem atrás dela e a trouxessem.
Quando menina Yemanjá recebeu um presente de seu pai, que lhe disse que só abrisse a garrafa quando tivesse em grande perigo.
Yemanjá apressada tropeçou e derrubou a garrafa que quebrou-se e logo o encanto se transformou em um grande rio de águas tumultuadas que balançavam para um lado e para o outro sempre acompanhando os ventos, levaram Yemanjá para o oceano. O rei muito astuto transformou-se em uma grande colina para barrar a água do rio. Mas Yemanjá pediu ajuda de um de seus filhos, Xangô, que lançou um raio, partindo a colina ao meio, assim o rio passou entre as duas partes da colina. Yemanjá foi para o mar e nunca mais voltou para terra.
Na Nigéria ainda existe uma colina partida ao meio chamada de Okerê, que corre ao meio das duas o rio Ogun, que vai em direção do mar.

Yemanjá também é conhecida como Iamassê, Ogunté, Assabá, Sobá, Marabô, Janaina, Inaiê e outros nomes, isso depende de nação e cultura que cultua.

Orixá Oxossi



Bom dia povo do santo.
Caros irmãos hoje vou falar um pouco do Orixá da caça, senhor Oxossi.

Oxossi tem muitas qualidades, cada uma cheia de fundamentos diferentes.
São qualidades de Oxossi:
  • Oxossi Dana Dana ligado a Exu, Ossãe, Oxumarê e Oyá;
  • Akueran tem fundamentos com Oxumarê e Ossãe;
  • Arolé é invocado no Padê, ligado a Ogun e Oxum, jovem caçador;
  • Gongobila é muito jovem, tem ligação com Oxalá e Oxum
  • Inlé ou Erinlé filho de Oxaguian e Yemanjá, usa branco em homenagem ao Pai;
  • Karé é ligado as águas, come com Oxum e Oxalá;
  • Mutalambo tem fundamentos com Exu.
Entre muitas outras qualidades, que depende muito da casa e da nação que está cultuando Oxossi, também muito chamado pelos adeptos da religião de Odé.

Vou falar um pouco mais de Odé Arolé que é um dos mais belos tipos de Oxossi, é um verdadeiro rei de Kêto, propicia a abundância e a fartura. 
Seus filhos são antipáticos, vivem olhando-se nos espelhos, nas águas admirando sua beleza. Gostam de namorar, são românticos e adoram manter-se sempre jovens, são calculistas, mas esquecem tudo com muita facilidade. Gostam de ajudar, mas ao sentirem-se ameaçados partem pra cima, como um verdadeiro e ágil caçador. Ligado a Ogun e a Oxum, veste-se de Azul claro, ou verde bem clarinho em tom azulado. Aprecia muito a carne de veado.

O dia da semana é quinta feira, sua cor é azul turquesa. É sincretizado com São Sebastião, tendo como data de suas festividades em 20 de Janeiro.
Comidas: Ewa (feijão fradinho torrado), Axoxô (milho cozido com rodelas de coco por cima).
Símbolos: Ofá (arco), damatá (flecha). 
Seu Odu é Obará e Odi. 
Suas folhas são: Aroeira, Pau d'água, erva pombinho.
 
Oxossi é um Orixá e tem sua essência nas folhas, nas matas virgens, nas florestas, as qualidades são apenas para diferenciar uma ou outra personalidade e forma de energia em que se apresenta. 
Na minha opinião devemos buscar sentir e entregar-se a energia do Orixá e não ficar se amarrando a uma ou outra qualidade. Devemos buscar conhecimentos do Orixá e não da qualidade, aprender sobre a energia manipulada pelo Orixá, entrar em sintonia com essa energia e cultuá-la com toda força, fé, respeito e responsabilidade.

O culto a Oxossi na África está quase se extinguindo, mas é muito difundido no Brasil e em outras regiões da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso por conta de que a Cidade de Kêto, onde Oxossi era Rei, foi quase completamente dizimada por causa da grande massa de negros que foram trazido para o Brasil e Antilhas por volta do século XVIII, onde quase todos eram consagrados a Oxossi. Isso gerou um nascimento não de uma nova cidade, mas de uma nação religiosa, Candomblé de Kêto.
Oxossi não só representa a abundância, a fartura e a caça, mas também as formas primitivas do homem buscar seu alimento, busca as formas de sobrevivência,

Uma lenda conta que certo dia Olodumaré chamou Orunmilá e incumbiu-o de lhe trazer uma codorna, sendo que este pássaro era raro e muito difícil de se caçar. Orunmilá entrou mata a dentro a procura da ave. Passou por muitos lugares e muitas vezes foi motivo de deboches por ser a codorna uma ave muito complicada de ser encontrada. Cansado e já desistindo de atender o pedido de Olodumaré pegou o caminho de volta. Estava decepcionado consigo mesmo.
Entrando em um atalho, ouviu cânticos, rumou então na direção do som, grande foi sua surpresa quando viu os tambores em homenagem a Xangô, Oxum, Yemanjá e Obatalá, e no meio da roda estavam Oxum bailando junto do grande caçador Oxossi.

Orunmilá apresentou-se e falou ao povo da vontade de se ter com aquele caçador. Nesse instante todos se curvaram em honra a Orunmilá.
Oxossi dirigiu-se ao velho adivinho e disse que Olodumaré tinha encarregado de lhe levar uma codorna. Oxossi riu e disse que o desejo de Olodumaré iria se cumprir. Assim sendo agora ficaria por conta de Oxossi levar a codorna junto de Orunmilá para Olodumaré. 

No dia seguinte, como combinado Orunmilá foi a casa de Oxossi, encontrando-o desanimado e muito desapontado que disse que tinha roubado a caça. Oxossi desapontado com tal feito perguntou sua mãe sobre a caça, a mesma não deu crédito ao que Oxossi falou. Orunmilá exigiu que Oxossi trouxesse outra codorna, e assim Oxossi o fez, desta trazendo-a no seu bornal, para que não fugisse.

Foram então ao encontro de Olodumaré no Orun. Entregaram a codorna ao Senhor do mundo. Agradecido pela ave que Oxossi o levou, Olodumaré nomeou-o o Rei dos caçadores. Mas Oxossi insatisfeito por não saber o que acontecera com a primeira codorna disparou uma flecha e disse que ela atingisse o coração de quem tivesse pego a ave.

Oxossi voltou para casa e para sua surpresa encontrou sua mãe morta com a flecha cravado no peito, desesperado pôr-se de joelhos gritando pelo seu ato. Neste momento negou o título que Olodumaré tinha dado.




Reflexão

Boa tarde, irmãos de fé! Que Oxalá e Xangô possa nos abençoar sempre.

Falar sobre religião já é um assunto polêmico, ainda mais quando se trata de uma religião de cunho afro.

A Umbanda Sagrada é uma religião brasileira que nasceu da mistura da cultura européia, indígena e afro, com traços também do espiritismo codificado por Allan Kardec.

O Candomblé é outra religião completamente diferente da Umbanda, cada uma tem suas particularidades, dogmas e fundamentos.

Por muito tempo o culto aos Orixás ficou mascarado através do sincretismo religioso, onde os negros não podiam cultuar seus Ancestrais da forma que eles aprenderam no berço da Mãe Africa. Dai nasceu a necessidade de montar um altar com imagens católicas, predominantes até hoje em algumas casas de axé. Nada mais era, para representar os Orixás, as imagens de gesso usadas pelos negros vindos do outro lado do oceano.

Hoje, mesmo com as leis que amparam todas as religiões e um estado laico, ainda vemos estampado nos olhos de algumas pessoas o preconceito, a não aceitação desses cultos tão belos e ricos em culturas e tradições milenares que é o Candomblé. A lei diz uma coisa, mas parece que algumas pessoas, não tem nem amor próprio, fazem questão de difamar e denegrir a imagem das religiões afro brasileiras.

Vivemos em um país cheio de cores e culturas diferentes, a prova disto é o pluralismo existente nos dialetos, nas roupas, músicas e ritmos, gostos, religiões existentes no Brasil. Cada Estado manisfesta-se de uma forma diferente em todos os sentidos e mesmo assim ainda existe uma gama de pessoas preconceituosas, pessoas que não aceitam nem a si mesmo e buscam mudar, transforma-se pela não aceitação daquilo que foi dado pelo Ser Supremo e Criador de todo o Universo. O primeiro passo que deve ser mudado no ser humano é ele saber aceitar e conviver com as diferenças, pois elas sempre existiram. 

Devemos buscar dar e fazer o melhor para o mundo e não visar apenas o que é bom para mim, e sim para o coletivo, para as pessoas com quem eu tenho contato, seja diretamente ou indiretamente, buscar melhorar-se primeiro, pois o melhoramento vem de dentro de cada um, e não é apontando que vamos melhorar, é nos vigiando, pois nossas ações são importantes para o convívio em qualquer meio, por isso devemos está sempre nos policiando, para que juntos possamos construir um mundo melhor.

Edson de Oxossi.

Abraço fraternal a todos.
Kolofé Olorum!

Janeiro, mês da prosperidade

Boa tarde a todos.
Que Pai Olorum possa iluminar nossas mentes, trazendo muita paz e harmonia. Oxalá traga sempre suas boas energias emanadas do Deus de Obatalá para nosso ori.
O Rei da Justiça Xangô e Iansã Deusa dos Ventos e Tempestades que iram reger todo o ano de 2014 possam agir de forma positiva na vida de cada um.

Janeiro é o mês em que o Rei da caça e Senhor das matas, Oxossi, vibra e traz a prosperidade para nossos lares. É Oxossi que provê o sustento material e espiritual, o Rei de Ketu.
Oxossi é sincretizado com São Sebastião. 20 de Janeiro é o dia em que prestamos nossas homenagens a esse Orixá para que durante todo o ano Ele possa nos irradiar suas energias benéficas.

Orixás Regentes 2014

Bom dia irmãos de fé. Que Olorum vos abençoe. Hoje venho falar um pouco sobre os Orixás que iram reger o ano de 2014.

O ano de 2014 será um ano de muitas mudanças, pois será regido por Iansã e Xangô, Orixás tidos como casal dendê. Iansã vem trazendo suas tempestades e também as brisas suaves, já Xangô reinando fortemente sobre a política, trará mudanças radicais nesta área. Portanto a dica para o sucesso em 2014 é ser justo e esperar sempre pelo bom tempo que Iansã irá proporcionar aos justos e aos que buscam pela justiça. Esses dois Orixás formam um casal perfeito.
Será regido também pelo planeta Jupiter, planeta que tem as vibrações de Xangô. O primeiro dia do ano é Quarta-feira, dia em que vibra Xangô e Iansã.

XANGÔ
DIA: Quarta-feira
CORES: Vermelho e Branco
SAUDAÇÃO: Kaô Kabiesilê
SÍMBOLO: Oxé (Machado de duas lâminas).

IANSÃ
DIA: Quarta-feira
CORES: Marrom avermelhado - Vermelho forte
SAUDAÇÃO: Epahey Oyá
SÍMBOLO: Chifre de Búfalo, Eruesim (Objeto confeccionado com o rabo do cavalo)

Mas o ano não será regido apenas por esses dois Orixás, terá uma forte influencia dos Orixás Oxossi e Logum Edé, trazendo muita Prosperidade e Amor em todo o decorrer de 2014.

Seja justo e paciente em todas as situações.

Ossaim recusa-se a cortar as Ervas


Orunmilá, que era um Babalaô muito procurado por doentes, interessou-se então pelo  poder curativo das plantas e ordenou que Ossaim ficasse junto dele nos momentos de consulta, que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas. E assim Ossaim ajudava Orunmilá a receitar e acabou sendo conhecido como o grande médico que é.

Ossaim era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmilá. Um dia ele foi à floresta e lá conheceu Aroni que sabia tudo sobre as plantas. Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossaim e ensinou-lhe todo o segredo das ervas. Um dia, Orunmilá, desejoso de fazer uma grande plantação, ordenou a Ossaim que roçasse o mato de suas terras. Diante de uma planta que curava dores, Ossaim exclamava: "Esta não pode ser cortada, é a planta que cura as dores".


 
Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia: "Esta estanca o sangue, não deve ser cortada".  
Em frente a uma planta que curava a febre, dizia: "Esta também não, porque refresca o corpo". E assim por diante.  

FONTE: Livro Mitologia dos Orixás, Reginaldo Prandi.

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