Os Tipos de Mediunidade


A mediunidade é um compromisso que o espírito assume ao reencarnar, de exercer um trabalho constante em favor da ideia da imortalidade da alma, o exercício da caridade ao próximo, e incluindo o dever de melhorar a sua própria graduação espiritual. Este intercambio exerce-se de diversas maneiras, pois há vários tipos de mediunidade e de médiuns. Tratando-se de médiuns, existem os médiuns naturais e médiuns de prova.


MEDIUNS NATURAIS: são espíritos que já atingiram um alto grau moral, e ao encarnarem ligam-se naturalmente ao Astral Superior, pela sensibilidade adquirida através do próprio aprimoramento espiritual. São espíritos abençoados com o dom da “intuição pura”, como por exemplo, Antúlio, Rama, Chrisna, Buda, Jesus, etc…

MEDIUNS DE PROVA: são os que recebem a faculdade mediúnica como empréstimo, proporcionando-lhes a oportunidade de resgate de suas dividas cármicas. Através de processos ainda desconhecidos por nós, os técnicos do astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que ainda precisam encarnar com a obrigação de trabalhar mediunicamente, acelerando determinados centros energéticos vitais do seu perispírito, despertando-lhe provisoriamente a sensibilidade psíquica para maior percepção dos fenômenos mediúnicos enquanto encarnados. Entre médiuns de prova, temos médiuns conscientes, semi inconsciente e inconscientes.


Os médiuns CONSCIENTE são aqueles que, apesar da incorporação, guardam total percepção de tudo que se passa ao seu redor, de tudo que sua entidade está fazendo. O espírito e o perispírito afastam-se da matéria, dando a oportunidade da entidade comunicante ligar-se a ela, mas permanecem ao seu lado. Daí terem consciência de tudo o que está se passando. Ter mediunidade consciente traz ao médium muita responsabilidade, pois o médium precisa conhecer bastante a doutrina, para não atrapalhar manifestação e serviço da entidade com seu mental.
Os médiuns SEMI CONSCIENTE são os que têm momentos de lucidez, de lembranças, e momentos que sua mente se apaga, eles não se lembram de nada que aconteceu.
Os médiuns INCONSCIENTE são os portadores de mediunidade de maior resgate, e por isto tem que dar mais de si. Então as entidades atuam com maior intensidade.

Quanto a mediunidade, há varias maneiras de o médium efetuar o intercambio com o Astral. Há então a mediunidade INTUITIVA, INCORPORAÇÃO, VIDENCIA, AUDIÇÃO, PSICOGRAFIA, DESDOBRAMENTO, TRANSPORTE, EFEITOS FÍSICOS, PSICOMETRIA E CURA.

INTUITIVA: é a mediunidade através da qual o médium ouve, sente ou recebe o pensamento dos desencarnados, mas o faz de modo consciente. O espírito desencarnado age diretamente no cérebro perispiritual do médium intuitivo, que depois transmite as idéias do seu comunicante ao mundo material, servindo-se de seu vocabulário próprio. O médium é então um receptor telepático das entidades.

INCORPORAÇÃO: na mediunidade de incorporação inconsciente e semi inconsciente, o perispírito do médium afastam-se da matéria, deixando-a sob o comando total do desencarnado comunicante. Já o consciente, o espírito do médium posta-se ao lado da sua matéria, para dar o comando da mesma ao espírito comunicante. Não é porque seu espírito está ao lado ele conserva a consciência de tudo que se passa, que ele não esta incorporado. Embora o espírito do médium abandone temporariamente a matéria, fica a ele ligado pelo cordão fluídico. No inicio de desenvolvimento de incorporação,a entidade não toma a matéria mais sim irradia seus fluidos a ela, aumentando gradativamente a sua atuação, até que a matéria do médium acostuma-se com seus fluidos, dando-se então a incorporação total.

VIDÊNCIA: é a mediunidade que permite ao médium ver o mundo astral, através dos olhos perispirituais. É por isso que dizem que os cegos podem ver os espíritos, pois não dependem da visão material dos olhos para fazê-lo. O médium, sem auxilio dos cinco sentidos ou do raciocínio, percebe coisas e fatos que se desenrolam em torno de si, no mundo astral. O médium pode nascer vidente, e então a sua vidência será chamada de “astralina direta”, ou então, através do desenvolvimento mediúnico e aprimoramento espiritual, torna-se um médium de “vidência mental indireta”. Tanto uma como a outra, dependem da maior ou menor sensibilidade psíquica da criatura, mas sua segurança, exatidão e proveito, subordinam-se a graduação espiritual do ser.

PSICOGRAFIA: na mediunidade de psicografia, o espírito coloca-se atrás ou do lado do médium, e através da ligação de seus fios fluídicos ao perispírito do médium, ele adquire o comando dos movimentos dos braços, antebraços, mãos e dedos dos médiuns, que passa então a obedecer o comando do espírito comunicante, na transmissão de mensagens e pinturas.

AUDIÇÃO: na audiência, o médium ouve os espíritos que com ele se comunicam pela audição. O médium ouve sons, não dentro da sua cabeça, mas fora exatamente no lugar de origem, como qualquer conversa normal. Isto se deve ao aumento da escala auditiva, normalmente o ouvido humano percebe vibrações de 16 a 20.000 ciclos por segundo. No médium audiente, esta percepção vai de 80 a 180.000 ciclos por segundo.

DESDOBRAMENTO: neste caso, o perispírito do médium se afasta do corpo físico, podendo efetuar “viagens”. O desdobramento pode ser involuntário (quando se efetua espontaneamente sem a vontade do médium), voluntario (quando o médium prepara-se, concentra-se para efetuá-lo segundo sua vontade) e provocado (quando há interferência de uma pessoa, ou de uma corrente de pessoas para efetuá-lo, por exemplo, a hipnose). Durante o desdobramento, o médium guarda lembrança variável, mais ou menos acentuada desta viagem astral, pois ele se conserva consciente o tempo todo.

TRANSPORTE: o médium de transporte aproxima-se mais da categoria de efeitos fiscos, pois ele fornece o ectoplasma para os espíritos operarem a desintegração de objetos, que depois transportam apenas seu molde etérico, devendo ser novamente preenchido com a energia que depois constitui a matéria.

EFEITOS FÍSICOS: nesta mediunidade, o médium é doador potencial de ectoplasma, que manipulados pelas entidades resultam em materializações, ruídos, levitações, etc. Este ectoplasma é também utilizado nas operações espirituais. Apenas com a presença do doador de ectoplasma, muitas vezes sem nem ele saber que é médium, processam-se os fenômenos ou os benefícios nas operações.

PSICOMETRIA: através dela, certos médiuns pelo contato de algum objeto, relatam minuciosamente não só a origem e a historia desse objeto, como também de seus possuidores. O psicometra desarticula, de maneira acelerada e automática, a visão e audição perispiritual, acompanhando o mapa de ações que lhe é traçado no espaço e tempo pelas entidades, obtendo assim, as informações e impressões que procura.

CURA: na mediunidade de cura, o médium é um espírito com pesados débitos a resgatar, e por isso tem que dar muito de si, de sua matéria, para beneficio do próximo. Este desgaste é relativo, e não significa que encurta a vida do médium. Pode também proceder as curas pela simples imposição das mãos, que através de passes, incorporando ou não. Neste caso, o médium não será necessariamente inconsciente.

Comportamento dos Médiuns Umbandistas

Bom dia a todos. Caros irmãos mais uma vez trago um texto sobre nossa amada Umbanda, espero que gostem e tirem suas conclusões sobre o comportamento dos médiuns dentro e fora do terreiro. Deixem comentários e boa leitura.

Reforma íntima
A partir da ciência de sua mediunidade e do compromisso de colocá-lo a serviço da espiritualidade, o médium deverá conscientizar-se da própria necessidade de melhorar comportamentos e atitudes no dia a dia, que automaticamente refletirão de modo positivo nos trabalhos que realizará no templo e em sua vida como um todo.

Quando alguém assume o grau de médium, dele também é exigido que purifique seu íntimo, que reformule seus antigos conceitos a respeito da religiosidade e que se porte dignamente, de acordo com o que dele esperam os orixás sagrados, que o ampararão daí em diante.

A transformação interior é o caminho correto da vida, o caminho da retidão, o caminho da fé e da vontade, o caminho da luz. Em nossa mente e em nosso coração não deve haver separação entre mundo material e espiritual; não há tempo para a matéria e um tempo para o espírito, pois o valor da vista está na eternidade. A qualidade de tudo é universo de Deus.

A prática religiosa deve ser um ato sagrado o tempo todo, levando a simplicidade da vida para dentro do nosso coração e tornando sagrado o nosso mundo, as nossas ações, os nossos momentos. Não é preciso “arranjarmos tempo” para praticar a religião, o necessário é transformarmo-nos interiormente, buscando nossa verdadeira natureza e identidade, a cada momento, expressando isso na criação de um mundo melhor. É preciso purificar o corpo físico e o coração.


Purificação do corpo
A purificação do corpo implica comportamento limpo, claro e aberto, dar carinho e servir aos outros, fazendo de nós um modelo a ser seguido. Significa não ir à busca do prazer da gula, não falar palavras fúteis, desrespeitosas ou sobre os erros dos outros; não promover discórdias; mas sim, incentivar as pessoas a fazerem as coisas certas; falar palavras reconciliadoras; ser educado, amoroso, suave, delicado, afável, e benevolente; não falar alto e grosseiramente. Implica, ainda, o consumo de alimentos depurativos do sangue e curativos e a suspensão de vícios e maus hábitos.

Nos dias de trabalho estamos para Deus. Certos cuidados são exigidos: não ter relação sexual por pelo menos 24 horas antes; não ingerir bebida alcoólica e/ou outras substâncias prejudiciais a saúde , sejam elas legais ou ilegais; evitar o consumo de carne de qualquer espécie (principalmente carnes vermelhas). A alimentação deve ser leve, pois refeições pesadas ou picantes demais trazem distúrbios orgânicos e energéticos que desvirtuam o trabalho do médium, interferem na concentração e despertam emoções mais densas.

O excesso de alimentação produz odores desagradáveis pelos poros, pela saída dos pulmões e do estomago. O álcool e outras substâncias tóxicas conturbam os centros nervosos, entorpecendo a mente, anulando a percepção extra-sensorial e alternado certas funções psíquicas. Também abrem o campo mediúnico às vibrações negativas e estimulam o emocional dos médiuns.

Os procedimentos de resguardo visam desobstruir os pontos de captação de energias e afinizar a vibração do médium em seus padrão pessoal. Quanto mais puro em suas energias, mais facilmente o médium sintonizará, vibratoriamente, as irradiações dos orixás e isto, se feito continuamente, se expressará na saúde do médium, tornando-o menos suscetível às doenças.


Purificação do coração
A purificação do coração, enquanto fonte de consciência do ser humano, ocorre com a preservação do pensamento limpo e sem defeito. Para isso, devemos desenvolver a sinceridade, o respeito, a humildade, a gratidão, a harmonia, o contentamento, a misericórdia, a compaixão, a abnegação e o perdão, no entanto sem aplacar o sentimento de revolta contra as injustiças e a miséria.

Este mundo transitório da matéria deve ser entendido como uma dádiva, para podermos enxergar nossa verdadeira dimensão e caminhar para a comunhão com a consciência divina. Em nossa prática do dia-a-dia, temos de ser, nós mesmos, uma fonte de luz.

O ciclo reencarnacionista é uma das vias de evolução, sob irradiação dos sagrados orixás, na qual todo e qualquer espírito tem a possibilidade de percorrer um caminho de infinito aperfeiçoamento, tanto no plano material, quanto no plano espiritual.


O sentido da vida está em ajudarmos no equilíbrio de nossos semelhantes. Aqueles que se tornaram conhecedores da Lei e já conquistaram seu equilíbrio buscam a essência do Criador nas coisas mais simples; sacrificam-se pelos semelhantes, sem nada esperar em troca; preocupam-se em não depredar a natureza. Integram-se por inteiro ao ancestral místico, sabendo que tudo é parte do mesmo corpo de Olorum.

A nós umbandistas, cabe purificar o nosso íntimo, renovar a religiosidade e a fé nos sagrados orixás, no nosso meio humano, sofrido e desencantado com tantas injustiças sociais. Temos que lidar, simultaneamente, como o nosso íntimo e com o nosso meio, sem nos dissociarmos de nada ou de ninguém a nossa volta. É fundamental que conquistemos os dons, as virtudes e a harmonia para o nosso planeta, retornando à simplicidade de cultuar Deus, de sermos responsáveis pela vida e auxiliares do nosso Divino Criador. Se essa for a prática cotidiana na vida do médium, torná-lo-á inacessível aos espíritos trevosos e às vibrações negativas.

Paz e axé a todos.
Que Pai Oxalá possa nos iluminar sempre.

Quaresma na visão da Umbanda

Para iniciar este post, primeiro procurei algumas informações acerca do assunto, visando um maior esclarecimento aos irmão de fé, e obtive em vários sites conteúdos que também falam e explicam sobre a Quaresma dentro da Umbanda, estes foram de acordo com a minha visão.

Como todos devem saber a Quaresma é um período de 40 dias em que os católicos passam se preparando e se limpando das coisas mundanas por causa das festas de carnaval, através de penitências e orações. Ao meu ver esse é um dogma do catolicismo e não da nossa Sagrada Umbanda.

O que acontece em alguns terreiros ou tendas de Umbanda é uma grande influencia do catolicismo por isso algumas casas fecham nesse período.
Assim como durante todo o ano trabalhamos ajudando aos irmão encarnados e desencarnados, e, no período da quaresma há tantos espíritos perturbados e precisamos também ajudá-los durante a quaresma.

Para maiores esclarecimento e estudo de nossos irmãos umbandistas deixo um texto retirado do blog Centro Espiritualista Caboclo Pery.


Espero ter ajudado a quem busca e estuda nossa querida Umbanda.

Muita Paz e muito Axé a todos os irmãos e que Oxalá nos abençoe.

Lei Seca não poupa nem Exu


Não são apenas os fãs do Happy hour que terão de mudar seus hábitos com a nova Lei de trânsito, que proíbe o consumo de álcool pelos motoristas. Os adeptos de alguns cultos religiosos também terão de dar um jeito de adaptar os rituais em terreiro brasileiro.


“Duro vai ser explicar isso para Exu, Zé Pilintra, Pomba-Gira e outras entidades de esquerda que fazem uso da bebida em cerimônias religiosas”, escreve-nos o internauta Ricardo Aguiar, 42, de Brasília.

Aguiar diz ter sentindo na pele a intolerância das autoridades. “Há 10 anos, repito o mesmo ritual: vou para o terreiro, incorporo minha entidade, que toma uma ou duas doses de cachaça, dá sua ajuda e vai embora. Nunca tinha tido problemas”.

Na madrugada da última sexta-feira, entretanto, o médium voltava da tradicional cerimônia quando foi abordado por um policial. Ainda vestido a caráter, capa preta e chapéu – “estava muito cansado para trocar de roupa àquela hora” –, recebeu da autoridade a ordem de apresentar a carteira de motorista, documento do carro e “certo olhar de través”.

“Ele me perguntou se eu estava fantasiado de mágico”. Surpreendido com o que chamou de desrespeito, Aguiar diz que ainda tentou explicar. “Relatei que não tinha tido tempo para tirar a roupa do trabalho. O policial retrucou com ironia: e você trabalha onde, no circo?’. Fiquei chocado”.

É, parece que o santo do guarda não bateu com o do Aguiar. “Com a provocação do policial, senti uma vibração diferente. Minha entidade já estava ali, pronta pra baixar a qualquer momento. Respirei fundo e tentei remediar: ‘não, senhor, trabalho numa casa espiritual. E não estou querendo ensinar o seu trabalho, mas seu comportamento pode configurar preconceito religioso’. Disse e citei um trecho da Constituição Federal, que já trago na ponta da língua para essas ocasiões: ‘A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico. Com essa afirmação queremos dizer que, consoante a vigente Constituição Federal, o Estado deve se preocupar em proporcionar a seus cidadãos um clima de perfeita compreensão religiosa, proscrevendo a intolerância e o fanatismo”.

Pode ser que o policial tenha achado a decoreba constitucional do Aguiar além da conta, pois teve a idéia de perguntar: “Você, por acaso, bebeu?”. O médium corrigiu: “eu não, meu Exu bebeu”.

O policial sacou o rádio, pediu reforço, o bafômetro e completou:

“Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool será submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia ou outro exame que, por meios técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo CONTRAN, permitam certificar seu estado”.

Os dois cruzaram olhares de guerra. Seguiu-se, então, a seguinte discussão:

Aguiar: “não há nenhum artigo na nova legislação que proíba entidade espiritual de beber”.

PM: “não há nenhum artigo que autorize entidade espiritual beber. Reze pra sua levar o álcool todo pro além, caso contrário você está encrencado”.

Quando o coronel da PM trouxe o bafômetro, Aguiar concordou em assoprá-lo. Deu lá coisa de 0,1 decigramas, um a menos que o permitido por Lei.

Inconformado, o policial chacoalhou o bafômetro, reclamou de um possível defeito e pediu que o suspeito assoprasse novamente. Já com cara esquisita, o médium deu uma baforada mais profunda que sujeito que pratica apnéia. “Os números do bafômetro foram crescendo, segundo a segundo, como num cronômetro. Já não era eu”, relata Aguiar.

Espantado e pressentindo estar diante do sobrenatural, o policial recorreu ao superior. “Não disse? Veja só, ele está bêbado!”

“Bêbado o quê?”, disse Aguiar, que já tinha deixado de ser Aguiar até na voz. O policial ficou arrepiado. “Quem bebe aqui sou eu, não meu ‘aparelho’. Deixa a gente ir embora, caso contrário o bicho vai pegar pro seu lado”.

O policial era teimoso. “Só faltava essa. Agora basta fingir que está incorporado para fugir da Lei. Já pensou se a moda pega? O que vai ter de Exu e Pomba-Gira saindo de balada não vai ser fácil”.

“Exu Tranca Rua”, saiu da boca do médium. “Seu coronel, seu funcionário é mesmo muito competente. Podia até ganhar uma promoção. Nas noites que o senhor está de plantão, ele faz uma retaguarda lá sua casa, juntinho de sua esposa”.

O policial queria dizer que era mentira do Exu, intriga, mas a palidez do rosto serviu como confissão. “Não é o que o senhor está pensando…”

“Pois é sim”, continuou a entidade. “Depois dizem que eu é que tenho chifre. Se o senhor pudesse ver o tamanho do seu”.

Quando o Aguiar voltou totalmente a si, encontrou um festival de socos e palavrões. “Eu, que não tinha nada a ver com aquilo, fui embora. Mas, enquanto a legislação não prevê exceção para as entidades, reproduzo a recomendação dos mentores espirituais: se incorporar e beber não dirija”.

Texto: Mirna Bom Sucesso do Blog Umbanda Arquivo.

Dezembro - O mês das Iabás


O Mês de fevereiro começa e há uma grande dúvida, alguns terreiros começam a se preparar para a Quaresma, o "Período Negro", outros terreiros com uma filosofia mais antigas Comemoram fevereiro pra Iemanjá, pelo sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes, outros que tem uma filosofia abarcada nos cultos do Candomblé tem fevereiro como o Mês das Iabás.

Nós umbandistas que não desprezamos os conceitos do Candomblé e nem os repudiamos, apesar de não os seguirmos, porém como estudo é muito importante sabermos o que São as Iabás.

Iabá ou Iyabá é o termo usado para definir os Orixás femininos tais como: Oxum, Iansã, Obá, Ewá, Iemanjá, Nanã e outras. Também é a designação de um cargo feminino, dentro de um Centro de Umbanda, sendo que, quando uma médium passa a ser uma Iabá, é porque se tornou uma Mãe de Santo, Iabá é o termo feminino de Babá que é a denominação para Pai de Santo. Yalorixá e Babalorixá são os termos mais corretos. É importante ressaltar que este termo não é apenas um titulo para se tornar Yabá ou Babá se tem uma consagração, uma firmação de Coroa. Os Babalorixás são sempre ordenados e consagrados por nossos Babás.
Uma Iabá ou Yalorixá sempre terá palavras de conforto e carinho para com os médiuns, e deve tratar todos de uma maneira igual e com respeito. Tanto os Babás, ou Dirigentes, como as Iabás sempre devem estar prontos para ajudar um irmão de fé, sem julgar quem merece ou não, tanto dentro ou fora do Centro.

Entre as Iabás, Iemanjá é certamente a mais popular, festejada em todo Brasil como a rainha do mar, homenageada nas praias da Bahia no dia 02 de fevereiro, em São Paulo no dia 08 de dezembro e no Rio de Janeiro e em Natal na passagem do ano. Flores, perfume, jóias, bijuterias são algumas das oferendas que recebe nessas ocasiões. Muitos, porém, não vêem Iemanjá como uma divindade de origem africana, sendo comumente representada pela imagem de uma mulher branca, vestido de azul, com longos cabelos negros, muito distante da Mãe Africana de Seios Chorosos Oxum representada na Umbanda como uma mulher negra, magra e elegante, é a Rainha das Iabás, vive no palácio de cristal, alguns a comemoram no dia 8 de dezembro outros em 12 de Outubro. Iansã é outra Iabá, senhora da força, companheira de Xangô, Negra na Africa, porém branca e Loira no Brasil. A última Iabá lembrada na Umbanda é Nanã, senhora velha cuja sabedoria é inabalável  No candomblé ainda fazem parte: Ewá e Obá.

Apesar de nosso terreiro ser de Umbanda também cultuamos Ewá e Obá, pois como dirigente acho muito importante sabermos um pouco da história e a cultura dos orixás cultuados no Candomblé ou em outras religiões de cunho africano.

Muita paz, luz, harmonia e muito axé a todos!

Obs.: Texto retirado do Blog Umbanda Reino da Paz


Pai Edson de Oxossi.

A Escolha do Padrinho na Umbanda


O padrinho espiritual é um cargo muito importante, algumas casas por egoísmo e medo aboliram tal prática porém outras casa espirituais continuam com essa Tradição.
O Padrinho espiritual é escolhido pelo Médium Iniciante, sem qualquer interferência de outro médium ou do Pai de Santo. Os médiuns a serem escolhidos já devem estar desenvolvidos.
Essa Escolha é muito importante para o Médium pois o padrinho é o modelo, o molde da mediunidade agora desenvolvente no Iniciante Por isso é uma responsabilidade muito grande ser padrinho.
Quando o Médium escolhe Médium “X” também escolhe todas as entidades da coroa mediúnica daquele filho, por isso deve ser bem escolhido, o seu padrinho deve te transmitir segurança, confiança, ensinamento em fim é Ele que direcionará você lhe ensinará as regras e formas de trabalho daquela casa, por isso deve-se pensar bem a quem escolher.
O médium deve sempre pedir a benção a seu padrinho, pois ele também é o responsável espiritual será aquele que estenderá suas mãos para o iniciante poder trilhar o caminho espiritual, por isso escolha seu padrinho não por conveniência ou soberbia, escolha de coração e tenha nele a fé.
Ser padrinho é muito importante, pois é o reconhecimento do trabalho bem feito, é ganhar mais que um amigo, um irmão, um companheiro espiritual de trabalho, porém a responsabilidade é grande, por isso lembre-se sempre a troca que deve ser feita entre padrinho e apadrinhado: “Dê ao afilhado respeito e receba carinho, dê ensinamento e receba companheirismo, dê amor e receba a paz”

Texto de Pai Léo Del Pezzo

A Postura de um Médium


O que o seu espelho reflete?

Outro dia estava conversando com um amigo sobre a forma com que as pessoas enxergam a Umbanda hoje em dia e, juntos, chegamos à conclusão de que grande parte da culpa de toda essa discriminação que a Umbanda sofre hoje em dia é dos próprios médiuns umbandistas que tem alguns comportamentos bem aquém do que deveriam ter. Não estou aqui pra dizer que sou perfeito e não comento erros e nem pra apontar o dedo para ninguém e dizer que estão todos errados, não é nada disso, vou colocar aqui apenas algumas observações que fiz durante algum tempo e, inclusive, são algumas coisas que preciso melhorar em mim também.
Pra início de história um médium é um canal por onde o mundo espiritual age diretamente no nosso mundo físico e, sendo assim, o médium deveria estar sempre, ou pelo menos grande parte do tempo, em comunhão consigo mesmo afim de manter o equilíbrio do corpo e da mente porém, infelizmente, não é isso o que vemos até com alguma frequência. O que mais vemos são médiuns cometendo algumas barbáries contra o seu próprio corpo e espírito e o mais comum deles é, acredite, frequentar lugares de baixa vibração como bares, casas de jogos de azar (só o nome já diz tudo, não é verdade?) e até mesmo prostíbulos. Não que todo mundo tenha que ser santo, se abster do álcool e deixar de ir à bares para tomar sua cervejinha mas poxa, precisa mesmo ir naqueles bares mais esquisitos da face da Terra e se juntar com pessoas que possuem uma vibração tão baixa que parecem ter escrito na testa a palavra “Problema”? Casas de jogos de azar então são os verdadeiros antros da baixa vibração, onde sempre tem um querendo ver o outro se dar mal para se dar bem em cima da perda. Os prostíbulos então nem se fala, quer um lugar pra dar mais gente de baixa vibração que um prostíbulo? Esses lugares de baixíssima vibração devem ser evitados ao máximo pelos médiuns principalmente porque o Médium de Umbanda sabe exatamente o que vai encontrar ali mas mesmo assim teima em frequentar esse tipo de lugar e trazer pra dentro de sua própria casa, do seu serviço e até mesmo pra dentro do terreiro que frequenta, aquela energia pesada, carregada, negativa que se absorve em um local desses.
Outro comportamento completamente deplorável na vida de um médium é fazer fofoca, sim, acredite, isso acontece mais do que você imagina. Existem os médiuns de incorporação que são conscientes quando estão trabalhando e, assim que terminam os trabalhos no centro, juntam-se em grupinhos para falar mal da vida dos outros, falar sobre o que foi conversado com a entidade e, sentindo-se os donos absolutos da verdade, aproveitam-se para fazer um julgamento à respeito da vida daquele consulente que foi lá e confiou suas dúvidas e/ou seus problemas ao médium e à entidade que ali presente estava. Como se não bastasse essa fofoca toda à respeito do que foi conversado com os consulentes, ainda aproveitam o grupinho de fofoca para falar mal da vida dos outros médiuns. Que falta de respeito, hein? Imagine agora como ficará a sua consciência sabendo que todo mundo está ali vendo o que você está fazendo e, pior, vendo que você sequer respeita a religião que diz seguir?
Voltando ao preconceito a Umbanda sofre hoje em dia, me diga você, meu caro Umbandista, o que você acha de uma religião onde as pessoas que deveriam estar ali para fazer somente o bem muitas vezes são as primeiras a espalhar histórias sobre a sua vida, expondo a sua intimidade? Imagine então que você foi à um terreiro, se consultou com a entidade incorporada em fulano e que, no outro dia, esse mesmo fulano estava caído de bêbado em algum buteco da sua cidade? Imagine então encontrar esse médium traindo sua/seu companheira(o) de relacionamento?
Volto a dizer que não estou aqui querendo pagar de santinho e dizendo que o Médium de Umbanda (ou de qualquer outra religião) deva abdicar de sua vida e diversão para viver em prol da Umbanda mas vamos manter o mínimo de compostura, não é? Quer beber sua cerveja, faça de forma responsável, não precisa beber até ficar em um estado deplorável, caindo pelos cantos. Quer jogar um carteado? Reúna-se com a família e/ou os amigos e faça uma mesa de jogos em casa, sem apostar nada além da própria diversão, pra quê ceder ao vício das apostas?
Não quero dizer que todo umbandista aja dessa forma, muito pelo contrário, os que agem assim são exceções dentro da Umbanda, mas é fácil ver que os maus exemplos sempre são mais perceptíveis que os bons exemplos, principalmente para quem está de fora, e que essas atitudes acontecem em qualquer religião, porém por a Umbanda ser uma religião de certa forma mais permissiva, tem um potencial maior de ocorrências desses casos e, tudo isso, junto com o preconceito que já existe, acaba por potencializar cada mau ação dos Umbandistas e isso reflete em toda a religião, infelizmente.
Aprendi desde pequeno e ouço até hoje que respeito não se impõe, respeito se conquista e é através de nossas próprias ações e atitudes que conquistamos o respeito que merecemos. Não adianta nada frequentar um centro espírita, um terreiro, uma igreja ou qualquer outro lugar sagrado se as suas ações depõe contra você mesmo.
Lembre-se que a forma com que os outros lhe enxergam nada mais é do que o que você mesmo enxerga no espelho de sua vida e que não adianta ter a melhor e mais bonita moldura do mundo se a imagem refletida não é agradável.

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