19 de Abril, dia de Logun Edé

Bom dia caros irmãos.

Que Nosso Amado Pai Oxalá possa nos iluminar, trazendo-nos a sua paz, cobrindo-nos com seu manto branco.
Hoje Sexta-Feira 19 de Abril, dia do Índio, muito comemorado, principalmente para nossas crianças, onde se vestem  caracteristicamente. 
Dia de um Orixá muito cultuado no Candomblé, Logun Edé, o menino caçador que mora na beira do rio. Sua beleza, herdada de sua mãe Oxum e sua rapidez, essa herdada de seu Pai Oxossi, nos contagia, trazendo muito axé para nossas casas e para nossas vidas. Abaixo deixo um texto do Blog O Candomblé, este riquíssimo  muitas informações, para quem busca conhecer e estudar a cultura de nossas religiões afro.


DIA: Quinta-feira
CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro

SÍMBOLOS: Balança, Ofá, Abebè e Cavalo-marinho
ELEMENTOS: Terra (floresta) e Água (de rios e cachoeiras)
DOMÍNIOS: Riqueza, Fartura e Beleza
SAUDAÇÃO: Logun ô akofá!

*Aqui abro um parentese sua saudação também pode ser Loci Loci Logun Edé, é a que usamos em nosso terreiro para saudar Logun Edé.

Logun Edé (lógunèdè) é o orixá da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxóssi, deus da guerra e da água. É, sem dúvida, um dos mais bonitos orixás do Candomblé, já que a beleza é uma das principais características dos seus pais.
Rei de Ilexá,caçador habilidoso e príncipe soberbo, Logun Edé reúne os domínios de Oxóssi e Oxum e quase tudo que se sabe a seu respeito gira em torno de sua paternidade.
Apesar de sua história, é preciso esclarecer que Logun Edé não muda de sexo a cada seis meses, ele é um orixá do sexo masculino. Sua dualidade se dá em nível comportamental, já que em determinadas ocasiões pode ser doce e benevolente como Oxum e em outras, sério e solitário como Oxóssi. Logun Edé é um orixá de contradições; nele os opostos se alternam, é o deus da surpresa e do inesperado.
Na Nigéria, a cidade de Logun Edé chama-se Ilexa e é uma das mais ricas e prósperas da África, anualmente fazem encontros com vários festivais vindo pessoas de toda as partes da África.
Na África negra, dizem que Logun Edé seria na verdade Ólògún Ode – o guerreiro caçador – o maior entre todos os caçadores, pai de todos eles, inclusive de Oxóssi. E se observarmos a cantiga de Oxóssi, veremos que expressão Omo ode, ou seja, filho do caçador, é constante, podendo inferir certa lógica nas histórias contadas pelos africanos, como também sua ligação com Ogun.
Oxum Yéyé Ipondá e Odé Erinlé Ibò, respectivamente, as qualidades de Oxum e Oxóssi que se consideram os pais de Logun Edé.
A história revela que Oxóssi, feliz pelo filho vindouro, declarou a Oxum o seu amor e pediu a ela posse do menino:
- Oxum, por amor a você, quero que Logun Edé fique comigo, vou ensiná-lo a caçar. Comigo ele aprenderá os segredos da floresta.
Mas Oxum também amava Logun Edé e por maior que fosse seu amor por Oxóssi ela não poderia separar-se de seu filho então declarou:
- Logun Edé viverá seis meses com sua mãe e seis meses com o seu pai, comerá do peixe e da caça. Ele será Oxóssi e será Oxum, mas sem deixar de ser ele mesmo, Logun Edé: um príncipe na floresta e um grande caçador!
Características dos filhos de Logun Edé
Os filhos de Logun Edé possuem as características de Oxum, ou seja, narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância. Tem também características em comum com Oxóssi, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objectividade e segurança.
No entanto, há características de Logun Edé que não pertencem nem a Oxum nem a Oxóssi. Na verdade, ele reúne o arquétipo de ambos, mas de forma superficial. A superficialidade é a marca dos filhos de Logun Edé, porque eles, ao contrário dos filhos de Oxóssi e de Oxum não têm certeza do que são nem do que querem. As qualidades de Oxum e de Oxóssi amenizam-se em Logun Edé, mas, em compensação, os defeitos são exacerbados. Dessa forma, os filhos de Logun Edé são extremamente soberbos arrogantes e prepotentes.
Mas algo não se pode negar: os filhos de Logun Edé são bonitos e possuem olho-de-gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São mandões, os donos da verdade, os mais belos, cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença, a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrindo-se em leque. Quando têm consciência de que conseguem controlar os seus defeitos, os filhos de Logun Edé tornam-se pessoas muito agradáveis.
Os filhos de Logun Odé não andam! Pairam sobre o ar!
Logun Edé pertence ao panteão dos caçadores, é único, não tem qualidade, por isso só pode existir um iniciado numa casa de candomblé.

* Comentário de Pai Edson D'Oxossi

Capacidade e Potencial

Bom dia!
Muito axé meus irmãos.

Hoje irei trazer um texto de minha autoria para que possam refletir. Boa leitura e que Pai Oxossi possa nos iluminar sempre.


O que trazemos dentro de nós?

O ser humano desde o inicio dos tempos vem evoluindo como pessoa e profissional. Cada dia que passa cresce o nosso potencial, crescemos em nossa comunidade, em nossa cidade, em nosso país, em nosso planeta.
Precisamos cada vez mais de aprendizado, buscamos coisas novas em todas as áreas, aprendemos com nossos erros, com os erros de outras pessoas, o importante para cada ser humano é crescer e evoluir na linha do tempo. Na religião, na profissão, como pessoa, enfim precisamos de crescimento.
A partir do momento que encontramos uma razão para viver, procuramos sempre melhorar-nos cada vez mais. Se alguém faz algo melhor que eu, com certeza, amanhã eu irei procurar fazer melhor que ela. E assim crescemos, melhoramos nosso potencial, nossas capacidades, isso é chamado de sucesso.
Desde que nascemos trazemos dentro de nós capacidades, que com a convivência e experiências de outras pessoas despertam para que nós possamos interagir junto com a sociedade.
No meu ponto de vista nós já nascemos com muitos conhecimentos, apenas estão adormecidos. No momento em que passamos a conviver com estes assuntos eles afloram fazendo com que nos tornemos bons em tudo que fazemos desde que este esteja guardado em nosso inconsciente, que por sua vez faz de nós bons como profissionais, pais, filhos, netos, enfim, bons em tudo ao nosso redor. 
 Pai Edson D’Oxossi

Ave Maria da Umbanda

Yemanjá venha abençoar este terreiro, paz em nossa direção, 
derrama Oxum o seu amor em cachoeiras de luz Obá tem sempre a nos atenção, renova a nossa fé sobre a direção de Iansã.
Egunitá a nos conduzir na lei de Oxalá, 
Nana Buruquê, Orixá sinhá ensina-nos a transmutar e ajuda-nos a conduzir as nossas vidas.
Oh mãe da Umbanda, derrama suas bênçãos sobre nós, 
iluminai este terreiro na fé dos sete tronos e dos quatorze pais e mais Orixás. 
Vem acalentar o coração dos sofredores, 
olhai por nós e abençoai a nossa Umbanda por todo o sempre. 
Façam nos reformar oh mães o nosso íntimo, 
conduz as nossas vidas Omulú.

Vergonha de dizer: Sou umbandista.


Olá meus irmãos!

Mais uma vez venho trazer um texto que encontrei na internet e achei que deveria compartilhar com vocês. Boa leitura a todos e o meu axé.

"Conheci a Umbanda muito novo, quando ainda nem tinha capacidade de discernir bem e mal. Frequentei terreiros por muito tempo sem conseguir ter acesso a nenhum fundamento teórico ou explicação do porque algumas coisas eram daquela maneira, sempre ouvindo a máxima “os guias sabem, e não devemos questionar”. Durante estes tempos, ouvi muita gente falando atrocidades, e eu, mesmo com pouco embasamento sobre o assunto, sempre procurei esclarecer e desmistificar aquilo que eu sabia, muitas vezes, usando as bases espíritas para fundamentar.
Hoje tenho a oportunidade de estar inserido em um outro cenário. Pratico e estudo a religião com maior envolvimento e amor. Não preciso mais buscar embasamento em outras vertentes, pois conheço bem aquilo que pratico e consigo me defender com maior propriedade. Porém, agora como um Umbandista declarado, vivencio diretamente os preconceitos que o desconhecimento e a ignorância debruçam sobre os praticantes daquilo que as aparências sociais ainda não consideram como “comum”.
Tudo bem que ninguém é obrigado a entender a religião alheia. Aceitar é o mínimo, mas sabemos que nossa sociedade não lida muito bem com o que desconhece. O que me magoa mais são os “irmãos” umbandistas que não se assumem e ainda, se necessário, criticam aquilo que praticam longe dos seus grupinhos sociais. Vejo isso presente muito perto de mim, e, infelizmente, isso é muito mais comum e sem tempo para acabar do que imaginamos…
O texto abaixo trata justamente disso, de uma situação que eu mesmo muito já vivenciei quando ainda não praticava a Umbanda, e hoje, dificilmente ficaria calado!
Se você tem vergonha daquilo que pratica, está traindo a você mesmo. Ninguém é responsável pela ignorância alheia, e muito menos necessita ser conivente com ela.
Axé!"

Texto de Frank Oliveira, publicado no Jornal de Umbanda Sagradaedição 137.

Não sou Umbandista, não gosto de “ismo”, nem toco em nenhuma banda, mas tenho um grande orgulho da Umbanda e de tudo o que aprendi e ainda aprendo com os Orixás e com os Mestres de Aruanda, por isso, se em alguma discussão sobre religião, ouço alguém falando mal da Umbanda, essa pessoa vai ouvir; afinal, todas as religiões merecem respeito e de intolerante, já basta a nossa ignorância em relação ao diferente, porém, é interessante que isso não ocorre com muitos dos seguidores dessa religião afro-brasileira, a maioria nega de pé junto que já pisou em um terreiro, ou seja, o preconceito começa com os próprios praticantes da religião.
Uma coisa é ouvir o preconceito vindo dos evangelistas de plantão que adoram falar mal de qualquer religião que não seja a “cristã” deles, porém, perceber esse medo bobo de assumir o que faz vindo dos seguidores dessa religião tão linda, sempre me deixou muito curioso.
Certo dia, estava conversando com alguns amigos, um deles, umbandista de pai e de avô, e a discussão começou a girar ao redor da palavra “macumba” e acabaram, naturalmente, associando com a Umbanda, e lá fui eu, explicar que as coisas não eram bem assim, como os nomes e significados foram distorcidos, e defendi aqui e ali, tudo o que aprendi com a Umbanda, esperando que esse meu amigo, entrasse na discussão e falasse sobre a sua experiência, mas ele permaneceu em silêncio durante toda a discussão.
Quando o pessoal foi embora, olhei para ele e falei:
- E aí, o que ocorreu?
Ele olhou para mim e falou:
- Nada! Eu só não gosto de falar para as pessoas o que eu faço ou no que eu acredito. Eles não tem nada a ver com isso.
- Você tem razão – respondi – Afinal, não precisamos ficar por aí, levantando a bandeira de nada, mas acredito que precisamos nos manifestar quando vemos pessoas falando besteira sobre algo que conhecemos bem. E não consigo ficar calado quando ouço as pessoas pregando algo contra a religião alheia.
- Não me leve a mal, Frank! – disse ele – Mas não quero que as pessoas me chamem de macumbeiro. Por isso, quando elas me perguntam que religião é a minha, sempre falo que sou católico, ou se o pessoal for mais cabeça, que eu sou espírita.
- Mas você vive dentro de um terreiro de Umbanda!
- Eu sei, mas não tenho coragem, nem força para assumir algo que sei que vou sofrer preconceito…é mais fácil apenas dizer o que eles querem ouvir.
Não disse nada, mais é por esse e por outros que a Umbanda continua sofrendo todo esse preconceito e continua sendo considerada uma outra seita, dessas de fundo de quintal, que só existem para fazer o mal.
E a diferença entre seita e religião, queridos leitores, é o preconceito que cada uma carrega.

Casamento na Umbanda

Ao contrário do que muitos pensam, a Umbanda é uma religião e não uma seita. É uma religião brasileira. E como em toda religião, na Umbanda também não seria diferente, temos o ritual de Casamento, e como qualquer outra religião, é válido.
Não é preciso nenhum estudo profundo em teologia para falar do casamento na Umbanda.
Casamento é o ato solene de união entre duas pessoas com legitimação religiosa e/ou cívil.
Depois desta definição podemos dizer que cabe a liberdade de consciência e crença religiosa.

Na Constituição Federal temos:

Art. 5º. - Todos são iguais perante a lei, sem distição de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

Com base na Constituição Federal podemos falar sobre o casamento.

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

§2° - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 

No Código Cívil brasileiro temos:

Art. 1.1511. O Casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres cônjugues.

Art. 1.515. O Casamento religioso, que atender ás exisgências da lai para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde registrado no registro próprio, produzindo efeitos a apartir da data de sua celebração.

Art. 1.516. O registro do casamento religioso subemete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil.

Sem dúvidas o ritual de casamento feito na Umbanda é válido como qualquer outro.
Na Lei de Registros Públicos vemos:

Art. 71. Os nubentes habilitados para o casamento poderão pedir ao oficial que lhe forneça a respectiva certidão, para se casarem perante autoridade ou ministro religioso, nela mencionando o prazo legal de validade da habilitação.

Art. 73. No prazo de trinta dias a contar da realização, o celebrante ou qualquer interessado poderá, apresentando o assento ou termo do casamento religioso, requerer-lhe o registro ao oficial do cartório que expediu a certidão.

§1º. O assento ou termo conterá a data da celebração, o lugar, o culto religioso, o nome do celebrante, sua qualidade, o cartório que expediu a habilitação, sua data, os nomes, profissões, residências, nacionalidades das testemunhas que o assinarem e os nomes dos contraentes.

§2º. Anotada a entrada do requerimento o oficial fará o registro no prazo de vinte e quatro horas.

§3º. A autoridade ou ministro celebrante arquivará a certidão de habilitação que lhe for apresentada, devendo, nela, anotar a data da celebração do casamento.

Analisando tudo isso fica claro que um ritual de casamento realizado na Umbanda é válido.
A Umbanda nasceu da miscigenação e do sincretismo religioso. 

Umbanda! Uma religião brasileira!

A Criação de Olorum.

Olá irmãos, hoje irei postar um pouquinho da criação do planeta em que habitamos, segundo os ensinamentos dos mentores do nosso terreiro.

Grande axé a todos. Boa leitura.


No principio Olorum criou o Ayê (Terra) e os Orixás, que habitavam o Orum (Céu) e a cada um deu missões. Cada Orixá representa uma força na Natureza. Oxalá ficou responsável pela criação do Homem para povoar o Ayê. Em um ato de amor, dedicação e inspiração do Supremo, Oxalá usou o barro e água e assim foi moldando bonecos de barro, esses inanimados, de todas as formas e cores. Olorum soprou o vento da vida nas narinas dos bonecos dando assim vida aos mesmos. Esse sopro é chamado pelo povo iorubá de emi.

Assim foi criado o Homem que até hoje habita o Ayê.
Mas existem muitas lendas que falam mais a fundo sobre a criação do Ayê e habitação do mesmo, onde uma diz que Oxalá no momento da criação dos bonecos teria bebido muito vinho de palma, ficando bêbado e adormecido enquanto os bonecos estavam em um grande forno para ficarem prontos para que Olorum soprasse o emi.
Ao acordar do sono de embriaguez, Oxalá percebe que alguns ficarão mais escuros e outros ficarão brancos e outros amarelados e de outras cores, criando assim as varias cores que exitem hoje, raças.
Mesmo de diversas cores Olorum sopra e dar vida aos bonecos, dizendo que deverá existir no Ayê pessoas de várias cores (raças) para que todos aprendam a aceitar as diferenças, não só aceitar mais respeitar e conviver com múltiplas diferenças.

Pai Edson de Oxossi.

Deitada na Umbanda


A deitada e o batismo são dois dos principais rituais do ciclo de obrigações do médium

A Deitada é um ritual no qual o médium é recolhido com oferendas para os orixás para fortalecer a sua mediunidade, seu anjo de guarda e ao mesmo tempo seu ori (cabeça). Este ritual é utilizado para que o médium passe a ter mais segurança, proteção e comprometimento com o grupo de trabalho, fazendo parte de um elo, uma corrente.

Dentro de um ciclo de obrigações essenciais para o fortalecimento da mediunidade, anjo de guarda e ori, está a Deitada de Oxalá. Esta é uma das obrigações de maior importância para o médium que a realiza, pois é uma chance de se conectar com uma das vibrações mais puras de nossa querida Umbanda.

O médium deve ficar recolhido durante algumas horas e após uma preparação que é feita antes de se recolher, o médium tem a condição de elevar-se mental e espiritualmente a padrões vibratórios inimagináveis por aqueles que ainda não a fizeram ou perderam a chance, não aproveitando quando estavam prestando esta homenagem ao nosso Pai Maior.

Àqueles que futuramente terão a sua chance ou mesmo àqueles que quiserem repetir este evento, lembrem-se: é o melhor momento para rogarmos ao nosso Pai Oxalá por tudo aquilo que sentimos necessidade de mudar (mágoas, o ódio, o desejo de vingança) ou fortalecer em nossos corações, o amor, a caridade e também ao nosso melindre diante das provações e ingratidões que possamos ter pelo nosso caminho.

A deitada vai ajudar o médium a trabalhar com mais proteção nas horas que os trabalhos exigirem, pois quem já fez deitada para Oxalá, já terá uma sintonização melhor com o Orixá maior.

Fonte Jornal Luz do Caminho.

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